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Crítica: Entre o aparato e a intimidade, uma estrela multifunções chamada Jennifer Lopez

A famosa “hola” popularizada em estádios de futebol mexicanos no ano de 1986 já atravessara várias vezes as bancadas do Pavilhão Atlântico e, com as luzes ainda acesas, ergueram-se braços no ar em coreografia. No palco, via-se apenas um grande pano com a inscrição “J-Lo”.

J Lo deu início à digressão mundial em Lisboa

 

Jennifer Lopez, a mulher que a revista Forbes considerou em Maio a personalidade mais influente na área do entretenimento, preparava-se para inaugurar a digressão mundial em Portugal, perante um pavilhão muito bem composto.

Lopez, diz-nos a Wikipedia, é uma “actriz americana, mulher de negócios, dançarina e artista com carreira discográfica”. A ordem em que surgem listados os seus ofícios, caso corresponda a uma ideia de hierarquia, não deixa de ser curiosa. Pormenor secundário. Interessa ela ser hoje representação perfeita de um super-estrelato indefinido e multifunções.

Jennifer Lopez é uma figura destacada do showbiz tal como entendido no século XXI, pós-explosão do mundo de reality shows – curiosamente, o seu renascimento mediático americano ocorreu quando se tornou jurada de um desses programas, o American Idol. Jennifer Lopez, 43 anos, está presente em todo o lado: na TV, na rádio, no cinema ou através das muitas marcas que ostentam o seu nome (perfumes são mais de uma dezena). No Pavilhão Atlântico não esteve simplesmente a cantora com carreira iniciada em 1999, mas uma marca associada a uma ideia contemporânea e massificada de glamour, sensualidade e romantismo: a “bomba latina” de origem porto-riquenha que cresceu no Bronx e se tornou face incrivelmente visível do sonho americano. Ora, foi precisamente em modo de blockbuster de Hollywood e em cenário de musical da Broadway repleto de luzes e cor que decorreu este concerto de uma hora e meia, gravado para registo da digressão em DVD.

Já se sabia que assim seria – mais fogo-de-artifício, menos raios laser; mais bailarinos, menos adereços de palco, há alguma previsibilidade nestes espectáculos da realeza do espectáculo norte-americano, quer falemos da matriarca Madonna, da diva Beyoncé ou da fénix Britney Spears. Daí a excitação, a “hola” e a coreografia improvisada ainda antes da entrada em palco: a extravaganza estava prestes a começar e o público queria sentir-se parte dela. Assim foi.

O concerto começou em modo musical clássico, com o cenário repleto de bailarinos, a banda discretamente escondida nos extremos do palco, e Jennifer Lopez surgindo no meio dele numa placa elevatória. De fato colado ao corpo, todo ele brilhantes e transparências, cantou “Love don't cost a thing”, gritou “Portugal!”, cumprimentou os fãs da primeira fila e dela saiu com um cachecol da selecção. A acção em palco só era parcialmente visível nos dois ecrãs: parte do tempo o que se via neles eram vídeos, quais extensões de telediscos, os músicos dos duetos registados em estúdio (Flo Rida em “Goin' in”, Lil Wayne em “I'm into you”) ou até imagens caseiras (os seus filhos em férias, em “Until it beats no more”).

Todo o concerto se jogou nessa ambiguidade entre a inacessibilidade da estrela rodeada de aparato e a projecção de uma certa intimidade. Como fez questão de referir, ela ainda é “a pobre rapariga porto-riquenha que cresceu no Bronx” (e chega “Jenny from the block). Ela é “Lopez, the champion” (e houve simulação de combate de boxe em palco, com ringue incluído). J Lo é a rainha auto-coroada que terminará o concerto a subir para um trono enquanto canta os primeiros versos dessa tenebrosa “Lambada” que serve de base ao êxito global “On the floor” - bastaram um par de compassos para que o Atlântico se transformasse em discoteca animadíssima, em pista de carrinhos de choque ocupada por gente dançarina.

Ao longo do concerto, Jennifer Lopez cantou o desejo de encontrar o amor e de manter o amor; imaginou o que seria o amor se ela fosse correspondida no amor; versou sobre como sabe bem o amor e como sabe bem fazer o amor; projectou como pode vir a ser bom o amor e como é bom o amor quando já o temos bem pertinho. Constatando-se, de facto, um padrão repetitivo na lírica, tal é compensado pela mudança constante de tons e cenários. Em “Let's get loud” ritmos electro-salsa têm moldura de clube retro de Havana. No supracitado “Jenny from the block”, estamos entre uma trupe de breakdance do Bronx. Quando se ouve a balada “If you had my love”, interpretada em versão acústica, J Lo surge como mulher de elegância e vestido clássico. E, quando o concerto começa a aproximar-se do final, tudo se conjuga para a explosão derradeira: os raios laser tornam-se mais luminosos ainda, a pirotecnia explode uma vez mais, caem balões sobre o público que não para de dançar e que dançando continuará quando, em encore, se ouve “Dance again”.J Lo despede-se: “I love you Portugal. 'Abrigado'”. A super-estrela passou por aqui. Musicalmente, entre flirts com o hip hop clássico, discretos polvilhados funk e a inevitável investida latina, pouco existe que a distinga da produção R&B apontada às discotecas, recheada de sintetizadores saídos da europop de má memória da década de 1990. Mas isso, mais uma vez, é só um pormenor. Neste caso, como sabemos, a música é apenas uma parte de uma equação apelidada Jennifer Lopez. J Lo para os íntimos.

Jennifer Lopez
Lisboa, Pavilhão Atlântico, 5 de Outubro, 21h05
Pavilhão a dois terços da lotação
2,5 estrelas

Fonte: Público

Jennifer Lopez no Pavilhão Atlântico: Sem avessos

Em tempo de crise, J Lo teve direito a casa cheia. A noite foi de celebração da carreira da artista que apresentou um musical autobiográfico digno e satisfez os seus fãs.

Jennifer Lopez não é mulher de grandes digressões mundiais apesar de já ter editado sete discos desde 1999. Isto porque o seu campeonato não se resume aos palcos; a cartada é forte também no cinema onde tem uma sólida e premiada carreira como actriz. (e o que dizer de uma vida social que tantas manchetes socialites tem gerado). O sucesso além de lhe dar uma invejável fortuna lançou-a para áreas diferentes como a moda, cosmética e presenças como jurada em concursos populares de televisão à escala mundial. Tudo somado faz com que a sua opinião tenha peso quando se manifesta politicamente a favor de Barack Obama, por exemplo.

Em ano de revisão da matéria dada em termos musicais com o lançamento do best of «Dance Again...The Hits», título que dá o nome à digressão «Dance Again World Tour», Jennifer arrisca uma enorme produção mostrando ao mundo que também nesta área não fica atrás de outros grandes nomes do género.

Neste contexto arriscamos dizer que J Lo não será a melhor mas tem um espectáculo à altura da sua fama. Não tem a alma de uma Beyoncé, a genica de uma Rihanna, a qualidade vocal de uma Alicia Keys ou o jogo de cintura de uma Shakira mas tem consciência dos seus argumentos.

A grande qualidade de Lopez enquanto artista é ter sabido sempre rodear-se dos nomes certos que lhe garantiram êxitos importantes a cada single editado o que lhe dá margem de manobra para numa noite provar que ao longo de mais uma década tem dado importante contributo para a música pop mainstream. Enrique Iglesias, Taio Cruz, Marc Anthony, Selena, Fat Joe, P. Diddy, Ja Rule, Janet Jackson, Nas,Ludacris ou Pitbull são alguns dos tais nomes que têm elevado a marca J. Lo às zonas altas das tabelas de vendas.

Em Lisboa, J Lo desfilou todos os êxitos conhecidos em forma autobiográfica, com produção grandiosa onde, sem problema, assume o papel principal tanto a dançar junto dos seus bailarinos, namorado incluído, como isolada em momentos mais lamechas a relembrar as raízes de um Bronx aqui em tons glamorosos ou a faceta de mãe com direito a vídeo de estilo caseiro com os seus filhos gémeos. Sempre tudo com boa visibilidade graças a dois ecrãs gigantes laterais e um central no cenário do palco. De ritmo moderado, algumas pausas excessivas entre canções, não descurou a ligação com a plateia de onde tirou um cachecol de Portugal que exibiu bem ao alto e de letras direitas dando alguma dignidade cerimonial neste 5 de Outubro.

A plateia maioritarimente feminina, e produzida a rigor a desfilar muito salto alto no piso do Pavilhão, respondia ruidosamente aos guinchos estridentes de J Lo quando chamava pelos fãs; a minoria masculina não disfarçava o sorriso cúmplice nas muitas abanadelas de rabo (outro importante trunfo da marca J Lo, há que dizê-lo) com que Jennifer Lopez brindava o povo.

«Let's Get Loud», «Waiting for Tonight»,«On the Floor» com introdução de «Lambada» em «portunhol», «Goin' In» e «Dance Again» foram as canções mais festejadas e acabou por ser bonito ver o pavilhão ao rubro na recta final do concerto onde uma chuva de balões e confetis vieram ajudar ao triunfo da música sobre as preocupações da vida exterior.

Nota positiva para esta estreia ( se descontarmos a aparição na Luz em 2007 na cerimónia das 7 Maravilhas do Mundo ) de J Lo versão total em Portugal.

 

Fonte: Disco Digital

Concerto de Jennifer Lopez em Lisboa vai ser filmado em 3D

Cantora norte-americana vai filmar um documentário em 3D sobre a tour "Dance Again" e escolheu Lisboa para o arranque da realização

 

Jennifer Lopez começou a tour no Panamá

 

O concerto de Jennifer Lopez no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, vai ser filmado em 3D e será incluído no documentário sobre a tour da cantora. Esta é a segunda vez que Jennifer Lopez vem a Portugal, depois de ter cantado na apresentação das Sete Maravilhas do Mundo em 2007.

O concerto, promovido pela Everything is New, é uma das paragens europeias da tour "Dance Again", uma espécie de "best of" da carreira de 13 anos da cantora.

O produtor Simon Fields, citado pelo Hollywood Reporter, descreve a produção como "um documentário de muita energia". Vai incluir as performances de Lisboa em 3D e conteúdos dos bastidores em 2D. A ideia é fazer um retrato da vida pessoal e profissional de Lopez, que se divorciou recentemente do cantor Marc Anthony.

A produção 3D será feita pela 3Ality Technica, a mesma empresa envolvida no novo filme 3D The Hobbit e na realização de vários concertos a três dimensões, como o U2 3D.

Jennifer Lopez subiu em 2012 ao número um na lista das 100 maiores Celebridades da Revista Forbes, ultrapassando monstros de fama como Oprah Winfrey, Justin Bieber e Lady Gaga. No último ano, Lopez ganhou nada menos de 52 milhões de dólares, mais que qualquer outra celebridade da lista.

A sua presença no júri do programa de talentos American Idol ajudou a reacender a sua popularidade, com um regresso bem sucedido às pistas de dança no último CD. A Forbes chama-lhe uma "reencarnação assombrosa da carreira". 

Os preços dos bilhetes para o Pavilhão Atlântico estão entre os 36 e os 45 euros, bastante abaixo dos que foram cobrados por cantoras como Madonna e Lady Gaga nas suas últimas passagens por Portugal.

Concerto da cantora está marcado para sexta-feira no Pavilhão Atlântico. Jennifer Lopez foi a celebridade que mais ganhou no ano passado

 

Fonte: Dinheiro Vivo

Jennifer Lopez: manifestantes contra uso de peles à porta do Atlântico

Antes do concerto de Jennifer Lopez em Lisboa, "ativistas independentes" manifestaram-se contra uso de peles de animais.

  Antes do concerto de Jennifer Lopez no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, a 5 de outubro, cerca de duas dezenas de pessoas reuniram-se à porta da sala de espetáculos, manifestando-se contra o uso de peles de animais.

Os manifestantes, que à BLITZ disseram ser "ativistas independentes", sem ligação a qualquer associação, mostravam cartazes de Jennifer Lopez usando casacos de pele, com inscrições como "Wear your own skin" (Usa a tua própria pele).

Jennifer Lopez veio a Portugal dar um concerto e gravar, durante o espetáculo e o ensaio geral, o próximo DVD.

Fonte: Blitz

Jennifer Lopez faz ensaio em Lisboa com quase 2 000 fãs no Pavilhão Atlântico

A cantora norte-americana Jennifer Lopez fez hoje um ensaio aberto ao público no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, que para muitos soube a concerto antecipado e gratuito, onde juntou quase dois mil fãs.

"J.Lo", como também é conhecida, dá um concerto na sexta-feira no Pavilhão Atlântico, mas hoje permitiu que cerca de duas mil pessoas vissem o espetáculo da atual digressão e que está a ser registada para edição em DVD.

O ensaio só devia ter sido para cerca de 1.500 fãs que já tivessem comprado bilhete para sexta-feira, mas a produção da cantora distribuiu duas dezenas de entradas gratuitas para hoje.

Para muitos representou uma "borla" em tempo de crise, ainda que fosse para testemunhar apenas um vislumbre do concerto, o primeiro da cantora em recinto em Portugal.

No interior do Pavilhão Atlântico, os espetadores concentraram-se em redor da plataforma do palco, onde figura uma escadaria branca ladeada pelos músicos da cantora.

Em jeito de musical, com cartolas, leques de plumas e muito brilho, Jennifer Lopez entrou em palco como se estivesse  a atuar para um Pavilhão Atlântico esgotado.

Acompanhada por dez bailarinos, dançou e cantou, por exemplo, "My love don't cost a thing".

Pediu aplausos do público - mesmo nas bancadas vazias, porque está a ser filmada e todas as imagens contam.

Vestida com um fato justo elástico, coberto de brilhantes, Jennifer Lopez depressa passou do hip hop e da salsa para a batida eletrónica de "waiting for tonight", fazendo do Pavilhão Atlântico uma enorme pista de dança, com fogo de artifício incluído.

Enquanto esperou mais de uma hora para ver Jennifer Lopez em palco, Andreia, de 27 anos, disse à Lusa que a cantora é a melhor do panorama da pop, a seguir a Madonna.

"Crescemos a ouvir Jennifer Lopez", sublinhou Raquel, que veio ao ensaio com quatro amigas.

As duas disseram esperar que a cantora dê um bom espetáculo e que não faça "playback" nem hoje nem na sexta-feira.

Teresa Amaral, acompanhada de uma criança, não irá ao concerto, mas aproveitou a oferta de bilhetes para o ensaio para ver "como funciona a máquina" de produção da cantora norte-americana, disse à Lusa.

No público sobressaem crianças e adolescentes, o público alvo das canções eletro-dance de Jennifer Lopez.

J.Lo é cantora, atriz e gere um património assente a sua imagem, capitizada na moda, na publicidade, sendo considerada pela revista Forbes uma das artistas mais poderosas do mundo do entretenimento.

De acordo com a produção, o ensaio deverá terminar à meia-noite.

 

Fonte: Ionline